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A primeira vez que senti que abusaram da minha confiança e da minha boa vontade, andava eu na 3ª classe. Teria então uns 7/8 anos. Naquela altura era comum 2 classes estarem ambas na mesma sala, uma vez que também era comum a professora ser a mesma. Lembro-me que tinha um estojo novo de canetas de filtro. Tudo a pintar na perfeição. Já não me lembro exactamente se emprestei à colega da 4ª o estojo todo, ou apenas a caneta de cor preta. Só sei que, quando dei conta, ela tinha trocado a minha caneta preta pela dela, que não pintava nada. Confrontada com a situação (sim, que nessas coisas não me deixo ficar quieta!), negou tudo. Foi capaz de negar o evidente. E os colegas, que se teriam apercebido, ou a quem ela se teria vagloriado da 'proeza', a soltarem risadas à socapa...

Até hoje, sempre tive uma certa dificuldade em perceber o PORQUÊ de as pessoas fazerem maldades, mentirem descaradamente, negarem o evidente até ao fim. Mas também não percebo o porquê da minha insistência, desta minha tendência para o confronto. Acho eu o quê? Que vou arrancar uma confissão? Que vou mudar as pessoas? Fazer um Mundo melhor?... :S i don't think so...
É deixá-las andar... confesso que digo isto com alguma revolta mas, deixá-las andar... :S





Chocolate à Chuva.
Nos últimos tempos, este chocolate é mesmo o único de que posso abusar. Não alimenta o corpo, mas sim a alma. Posso abusar de várias doses desta tablete que as suas calorias não se reflectem na balança. Pelo contrário, têm o poder de me deixar mais leve e com um sorriso nos lábios. Deste chocolate posso abusar. Não se come. Lê-se. Absorve-se. É Alice Vieira. Ando a reler os seus livros (podia dar-me para pior!...). E lá venho eu, no comboio, de pé, encostada à porta, livro na mão. A capa, laranja, simples e infantil. O miolo, com os seus desenhos e palavras impressas em papel volume, já amarelado pelo tempo. Não me canso de ler e reler Alice Vieira tenha a idade que tiver...
Am i childish?...





... voltei! Só agora... Entretanto perdi-me...

Bem... Lendo agora o que tenho vindo a escrever até hoje, tudo me parece uma grande chachada! Tirando os posts sobre cimena e música, tudo me parece ridículo. Parece-me que... ou escrevi de menos, ou escrevi demais. Talvez tenha escrito bana(na)lidades para fugir aos sentimentos mais 'corrosivos' e, por outro lado, em alguns posts, me tenha exposto demais...

... ou talvez não... não sei. A ideia, quando criei o blog, em finais 2007 ou princípios de 2008 (já nem sei!), era ir escrevendo aqui aquilo que não contava, nem nunca contei, a ninguém. O fundo negro deste blog acabou também por nunca saber nem 90%. E talvez seja melhor assim. Acredito que os acessórios do 'ideias-a-fio' saibam mais do que este meu cantinho... Talvez o dia de hoje seja um ponto de viragem no blog. A ver vamos... A ver vamos se para pior (se isso for possível), se para melhor...




Vim para baixo há precisamente 10 dias. Este ano fiquei na terra 2 semanas. Soube-me bem... ficava por lá outras 2. Até mais! A vida, se pudesse! E não me refiro propriamente a férias. Mesmo a trabalhar. Viver lá e trabalhar por ali. Cada vez mais sinto que pertenço àquele local. Pouco ou nada faz sentido aqui. 'Tu queres é fugir...!'. Sim, também. Ir para um lugar diferente, mas que no fundo é a minha casa. Conviver com pessoas diferentes, mas que no fundo conheço desde pequena. Começar e/ou continuar uma vida diferente. Esquecer os últimos 5 anos da minha vida. Não digo começar do 0, mas talvez do 15...? Há coisas que simplesmente não podemos apagar, mas, talvez, minimizar...? ... MINIMIZE!... Não tenho vindo muito aqui, ao blog. Os pensamentos têm-se atropelado uns aos outros dentro da minha cabeça. Saírem para o teclado, é que nada! Tenho escrito pequenas coisas aqui e ali. Lamechices! Qualquer dia ninguém me atura, essa é que é essa.

... já volto...




É já amanhã. É já amanhã que deixo a grande cidade para trás. Estou prestes a trocar a poluição pelo ar puro. O cinzento pelo verde. A cidade pela aldeia. A água engarrafada pelas nascentes e fontes. As caminhadas diárias nos passeios calcetados pelos trilhos e veredas. É já amanhã e estou ansiosa. Quero ver a minha mãe e estou certa que ela está ansiosa por me ver a mim. Será que me vai reconhecer? Há quem diga que vai ter um choque quando me vir com alguns (muitos) quilos a menos eheheheh... Quero abraçar o meu pai. Fez os 70 há uma semana. Comoveu-me ouvi-lo dizer nesse dia "70. 70 já são muitos. E já me restam tão poucos para fazer tudo o que quero e ainda tenho para fazer...". Quero abraçá-lo e dizer-lhe para não pensar assim... Quem dera a nós chegar lá... com a mesma força e genica. É já amanhã. Já lá vai o tempo em que ir para a terra era como ir para o estrangeiro. Já lá vai o tempo em que a viagem preenchia praticamente um dia. Agora 3 horas - 3,5 horas é o tempo que nos separa das origens. Já lá vai o tempo que a noite anterior à viagem era passada em branco, tal a excitação. Hoje vou ter de por 2 despertadores em acção, já que últimamente nem oiço o toque do que costumo usar...





Pergunto-me até que ponto as relações passadas, e as mazelas por elas deixadas, a dita 'experiência', nos ajuda ou nos prejudica nas relações presentes. Parece que, na vida, nos cruzamos com as pessoas certas na hora errada...





Star :S-Trek. Chega a esta altura do ano e a história repete-se. Alguém, por favor, pode dizer a esta gente que eu vou estar ausente APENAS 3 semanas!!! Vou mas volto, tá?... Claro que a vontade de voltar não é muita. Todos os anos penso que é desta que vou encontrar um emprego lá por cima. E cá para mim eles estão plenamente conscientes disso... Há coisas que sim, precisam ficar feitas. Outras, nem por isso... pode perfeitamente ficar para depois... Alguém, por favor, explica a esta gente que há que definir prioridades? E que as prioridades deles não são propriamente AS prioridades?? Já me falta a paciência... Se não conseguir acabar os meus dias na Beira Litoral, quero acabar em Estocolmo. É isso. Estocolmo.





Parece que ainda vejo o pobre do velhote estendido no patamar, a meio das escadas... Imagem arrepiante. Já passou um dia e meio e isto ainda não me saiu da cabeça. Ontem não quis incomodar o Ricardo, mas hoje vou-lhe mandar um sms a perguntar como está o avô... O que aconteceu poderia ter acontecido a qualquer pessoa: criança, jovem ou adulto. E a situação teria sido igualmente grave. Mas, não sei porquê, os velhotes comovem-me mais... Naquela escadaria de pedra, alta e fria, ladeada e atravessada por portões de ferro que, por azar e/ou por desleixo, na altura estavam abertos, foi uma sorte algo mais grave não ter acontecido... e ainda dou por mim a pensar nisso...

Segurança. Por favor pensem na segurança de quem está a usufruir dos espaços. Aquela escadaria nunca passava numa fiscalização. Numa fiscalização séria. E olhem que não faltavam lá pessoas que percebessem do assunto...





E quando somos assaltados por pensamentos indesejados...??

... será que, na impossibilidade de recorrer ao chocolate, posso devorar um pacote de tostitas?...





«Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.»

Miguel Sousa Tavares
in NO TEU DESERTO - Quase Romance



Enquanto se espera e desespera nos CTT, sempre se vai lendo alguma coisa (já que, agora, para além de telemóveis, há também artigos de papelaria e livraria...:D). E este, o novo livro do MST, parece-me bem... muito bem...





Finalmente hoje arranjei força e coragem para pegar na vassoura e no aspirador e dar uma limpeza à casa. Não o fazia desde que o meu pai voltou para a terra. O que deve ter sido... há cerca de 3 semanas...?! :S

É. Não posso dizer que tenho andado óptima. Tenho fases assim. E, quando isto acontece, faltam-me as forças e a vontade para várias coisas, entre as quais algo tão simples e básico como as bem ditas limpezas. Enfim... Isto, aliado ao facto de ter estado uma semana de férias (o que, nesta fase, me deu a desculpa perfeita para ter a casa num caos... Afinal, férias são férias, certo?) fará de mim, perante vocês, uma verdadeira preguiçosa... (no mínimo, claro! :S).

O simples facto de pensar que tenho de pegar na vassoura, no aspirador ou no pano do pó, parece-me de tal forma uma tarefa gigantesca, medonha e enfadonha que a minha vontade é, automaticamente, deitar-me no sofá ou em cima da cama a olhar para ontem, já que nem a televisão, com a sua 'bonita' programação de tardes de verão :S, me consegue tirar deste alheamento.

Aliás... estas férias foram, em tudo, pouco ou nada produtivas... Andei também toda a semana a adiar uma ida às lojas para comprar um casaco de malha para levar ao casamento do Ricardo (não vá o tempo pregar uma partida)... Hoje já é sábado; o casamento é daqui a oito dias e... de casaco... nada! Primeiro não fui porque ia estar de férias e, nessa altura, teria tempo para procurar um. Depois não fui porque... porque... sei lá...! Porque estava de férias...? Bem... 2ªfeira penso nisso...

Mas nem tudo é mau! Para além de ainda tomar duche diariamente, ter roupa lavada (embora não passada e não dobrada), lá arranjei forças para confirmar se o vestido dos casórios ainda está ok e se os sapatos e a mala estão decentes. Fiquei satisfeita por ver que o vestido já me serve! :) Está até um pouco largo no tronco, o que acaba por fazê-lo mais comprido... Menos mal. Assim não se vê tanto a cor pálida das minhas pernas que contrasta, em muito, com a cor bronzeada dos meus braços, nem as mazelas nas pernas (que eu mesma fiz). Tenho de arranjar uma outra maneira de destressar... que não seja mutilar-me a mim própria.

O importante e significativo nisto tudo é que hoje andei toda a manhã nas limpezas. O que, no meu entender, é uma boa pista de que esta fase está a passar e estou a sair deste período de tristeza e apatia, por vezes ponteado de momentos da mais pura revolta.

Mais um ponto positivo! (lembrei-me agora...) Durante este período consegui não recorrer nem a toblerones, nem a twix's, nem a snickers, nem a pastéis de nata... ;) apenas e tão somente a tostitas e queijo entre 15 e 25% de gordura... :) Menos mal.

Bem, e agora vou... socorrer uma prima às voltas com um telemóvel louco... :D





Um dia ela pediu-te para a ires buscar, e eu disse para ires...
Mais. Um dia choraste por causa dela, e eu chorei contigo...





Pergunta-se se algum dia ficará curada da revolta, ou dor, nem sabe bem que nome lhe dar..., que lhe enche o peito... sufoca... impede...

Há dias que só lhe apetece chorar. E chora. Há dias que só lhe apetece gritar. E grita. Oh, se grita! As paredes daquele espaço sabem-no bem... Não percebe. Custa-lhe a acreditar... ao ponto a que chegou... ao ponto a que ela própria deixou chegar...

Ouve dizer que "O Amor é Cego"... E ela responde: 'Não, não é! Quem ama vê. Quem ama está consciente... dos defeitos, da falta de respeito, da falta de consideração... Quem ama, mais do que desmontar uma mentira, sente-a. O amor não é cego, não! O amor atrofia o cérebro. O amor congela o orgulho. O amor estimula o medo... da perda... Quanto mais medo temos, mais perdemos...'

Sabe que o tempo tudo cura... não sabe quanto tempo... mas sabe que é uma questão de tempo... demasiado tempo...





Em jeito de balanço:

Jeeeeesus...!
Mais um ano que passou a correr...!!
2008 foi um pouco para esquecer...!!
2009 está mesmo aí à porta...
será que neste próximo ano é que vai ser??

Acabada de chegar a casa, depois de estar com amigos, foi esta bonita 'quadra' que me saiu... Em jeito de balanço, de facto, este não foi o melhor ano para o grupo... E, olhando agora para trás, faz-me 'espécie' como desde Janeiro até agora tudo parece ter-se passado num ápice!!

Foi alguém que partiu sem ter dado qualquer pista de que tal iria acontecer, surpreendendo tudo e todos. Deixando na sua família um rasto de dor e saudade.

Foi uma amiga que se estabeleceu definitivamente noutra terra... Corajosa, decidiu arriscar tudo, mudar de vida, tentar, ver no que dava, dar o tudo por tudo e, no fim..., nada! É... maldito amor que nos atrofia!

Entre tantos outros acontecimentos, uns mais, outros menos positivos, lá fomos andando...

Sinto que eu própria me deixei voltar a iludir para quase de seguida me voltar a desiludir... Conclusão: sinto que andei a engonhar... nada atou nem desatou... nada andou para a frente nem para trás... uma tamanha engonha...

That's it!





O túnel onde se encontra
não tem saída, muito
menos qualquer luz.
DESCULPE O INCÓMODO.





Se a minha cabeça sabe que alguém não presta, é mau e de alguma maneira me faz mal... então por que razão os meus próprios pensamentos vão por onde não quero, teimando em me trair?!?!

A chave da questão está precisamente nas palavras 'me faz/fez mal'... 'magoou'... O problema é precisamente esse. Custa-me aceitar que alguém me possa magoar e, pior que isso, pareça não se importar com os estragos que causa, continuando a viver a sua vida com a ligeireza habitual. Não entendo o porquê. Não entendo..., porque eu não seria capaz de fazer o mesmo.

E depois, esse alguém, ou não tem a noção do mal que faz, ou, se a tem, não tem qualquer escrúpulo ou problema em ligar, pedir ajuda para isto ou aquilo, achando que tem todo o direito de incomodar. E eu o que faço? Palerma, ajudo, claro! E depois vem a revolta. Uma revolta que começa a nascer no peito e sobe à cabeça. Revolta por ser tão parva, tão parva, tão parva!





São estes dias que me fazem querer ficar em casa.
Onde é que já se viu este tempo??!!
Chuva..., sol..., vento..., ele há para todos os gostos...

É o mundo ao contrário...
ou somos nós que não estamos habituados...





Abaixo as amizades coloridas!
(são boas mas é para os homens...)
Abaixo o sexo sem amor!
Abaixo as mentiras!
Abaixo o desrespeito!

Viva o amor!
Viva o sexo com amor!
Viva os verdadeiros amigos!
Viva a família!
... e a imperial... (lol)